O cenário é
uma casa. Uma dessas antigas, com portas e janelas grandes que convidam de
maneira pacífica os visitantes a entrarem, se acomodarem e se sentirem bem. Os
ambientes são espaçosos, acolhedores, arejados. Em tempos de verão, a sensação
térmica até melhora. A iluminação é intimista, natalina até, e pertinente ao
momento. Há quem pense em cenários de filmes, histórias de ficção... Mas a
realidade está ali, em cada canto, som, toque e cor. Pode-se achar também que
tudo foi feito de maneira para a ocasião, como se o próprio ambiente estivesse
pronto para uma festa, uma reunião de amigos, um som de violão... Mas ali é
onde ela vive.
O assunto
transcorre de forma natural. Existe o desejo de que mais pessoas apareçam, mas
também existe a certeza de que aquele instante basta. A sabedoria daquele
momento reside no simples fato de que duas pessoas se reencontraram, e ainda
assim, há quem pense que tudo tenha sido programado. Entre desabafos,
conclusões, soluções, reclamações e generosidade, uma paz paira no ar. Aquela
tranquilidade de saber que se está na hora certa, no lugar certo, e assim, todo
o Rio de Janeiro se funde em um único céu mesclado por cores norturnas e
diurnas!
Existe uma
rede. Existe o chuveiro do lado de fora. Existe uma cerca, mesmo que
imaginária, protegendo aquele lugar único. Existe uma aranha que em uma rápida
olhada, parece voar no céu. Existe um silêncio que de constragedor nada tem.
Existe um poste pintado, e mesas feitas de material reciclado. Existe o amor.