Isso aconteceu com um amigo, do primo do vizinho de uma uma tia que mora perto da casa de um colega de um primo meu. E talvez isso torne a coisa toda uma grande mentira. Não gosto de pensar que sou um mentiroso, ou que relato histórias repassadas de ouvido a ouvido como se a vida fosse uma grande brincadeira de telefone sem fio. E também não gosto de pensar que me levo facilmente por histórias contadas aleatoriamente, sempre que um assunto surge em uma mesa de bar ou sentado com amigos em algum lugar. Sempre tem alguém para dar veracidade a alguma lenda urbana, com a certeza ilusória estampada nos olhos e a claridade irrisória nas palavras ao relatar o caso ocorrido. Mas isso que me contaram foi bastante crível. E não se enganem, ao pensar que não fiz as perguntas cabíveis a história. Como eu disse, não me levo facilmente por qualquer lorota contada aos sete ventos. Eu preciso me certificar, de alguma maneira, de que o que estou ouvindo, é algo possível e não inventando para manter a conversa viva. Como um repórter, que antes de publicar qualquer matéria, precisa se certificar de que tudo é uma grande verdade. Repassar mentiras me tornaria um fofoqueiro da maior espécie. E não gosto do pensamento de que sou um escritor da pior espécie que há. Não inventarei histórias e direi que foram verdade se de fato, o que aconteceu for uma grande verdade. A ficção existe, a partir do momento em que não esboço qualquer sentimento ou palavra de que aquilo de fato aconteceu. Mas o que eu ouvi, de acordo com as conversas que tive, aconteceu. E confesso, me deixou boquiaberto.
E você, antes de aceitar meus argumentos, pode indagar, que palavras são meras palavras, e que como posso garantir que tudo que me disseram passou de uma grande verdade? Eu tenho um sentido além para perceber a mentira nas pessoas. Como se eu pudesse ler o corpo de um mentiroso, e perceber se é verdade ou não, como um desses detectores de mentiras. Isso não me torna um vidente, um paranormal e muito menos um grande charlatão. Eu apenas consigo ler as pessoas. E de acordo com tudo que ouvi, perguntei e analisei, o fato ocorrido, por mais absurdo e chocante que tenha sido, por mais terrível e sem piedade, aconteceu.
Mas aí, me pergunto, se você, vai acreditar e repassar uma história, que leu em um blog, que pertencia ao amigo, do primo do vizinho de uma uma tia que mora perto da casa de um colega de um primo do escritor. Talvez seja melhor deixar a história morrer. E seguir em frente.
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