sábado, 8 de dezembro de 2012

Para você!


O cenário é uma casa. Uma dessas antigas, com portas e janelas grandes que convidam de maneira pacífica os visitantes a entrarem, se acomodarem e se sentirem bem. Os ambientes são espaçosos, acolhedores, arejados. Em tempos de verão, a sensação térmica até melhora. A iluminação é intimista, natalina até, e pertinente ao momento. Há quem pense em cenários de filmes, histórias de ficção... Mas a realidade está ali, em cada canto, som, toque e cor. Pode-se achar também que tudo foi feito de maneira para a ocasião, como se o próprio ambiente estivesse pronto para uma festa, uma reunião de amigos, um som de violão... Mas ali é onde ela vive.

O assunto transcorre de forma natural. Existe o desejo de que mais pessoas apareçam, mas também existe a certeza de que aquele instante basta. A sabedoria daquele momento reside no simples fato de que duas pessoas se reencontraram, e ainda assim, há quem pense que tudo tenha sido programado. Entre desabafos, conclusões, soluções, reclamações e generosidade, uma paz paira no ar. Aquela tranquilidade de saber que se está na hora certa, no lugar certo, e assim, todo o Rio de Janeiro se funde em um único céu mesclado por cores norturnas e diurnas!

Existe uma rede. Existe o chuveiro do lado de fora. Existe uma cerca, mesmo que imaginária, protegendo aquele lugar único. Existe uma aranha que em uma rápida olhada, parece voar no céu. Existe um silêncio que de constragedor nada tem. Existe um poste pintado, e mesas feitas de material reciclado. Existe o amor.

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