O inicio foi diferente dos contos amorosos que ouvimos por aí, ou que lemos em livros e vemos pela televisão. Não existiu uma troca de olhares, uma música lenta, um frenesi alucinante de quem vê pela primeira vez o amor de sua vida. As coisas foram mais modernas do que podemos imaginar.
O primeiro contato deles foi algo singelo. Sem grandes diálogos marcantes, conversas inteligentes e frases de impactos. Não houve uma troca de telefones, e o contato se seguiu pela internet. Ele a adicionou no facebook, no orkut e no msn. As conversas inicialmente eram estranhas para ela. Ela é uma dessas meninas que sempre tem o homem que quer, e poder escolher a dedo o que realmente quer, é um privilégio de poucas, mas que ela agradecia diariamente. Mas ele insistiu.
A convidou para uma festa, ela negou. Um samba na lapa e ela negou. Um cinema e ela mentiu dizendo que já havia visto o filme. Certo dia, eles se encontraram, como que por acaso, em uma boate na zona sul do Rio de Janeiro. Quando a gente fala que o mundo é pequeno, é porque ele realmente é... Para aqueles que procuram!
Ele a rondou a noite toda. Pediu. Implorou. Insistiu. E novamente fazendo uso de frases de efeitos que, eu sei, são clichês muito grandes, ele a venceu pelo cansaço. Nada muito marcante. Mas ficou. Ele adorou. Continuou sua insistência. O carinho e afeto do primeiro encontro, aumentou com o passar do tempo, e com isso, ele não conseguia mais ficar sem pensar nela. E assim ficaram, por um tempo. Ele insistindo, ela fugindo.
O sim, para um cinema, surgiu um mês depois do primeiro beijo. Ela estava carente, e ele, todo atencioso, soube aproveitar o momento. Depois disso, os encontros foram aumentando, o carinho dele por ela se tornou recíproco, e eles começaram a namorar. Ah... O amor tem esse poder sobre as pessoas...
Durou um ano e meio. Ela ama. De verdade.
Ele também ama, mas não a ela.
Hoje, quem chora a perda é ela, enquanto ele, segue a vida, com uma outra mulher, feliz da vida, e sem ela entre os seus amigos do facebook ou msn.
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