Talvez fosse tudo um grande mal entendido. Se existisse alguma verdade naquela quantidade de pensamentos que passava pela cabeça dele, as coisas poderiam ser diferentes. Nem melhores, nem piores. Apenas diferentes. As vezes, ele gostava de imaginar as coisas. Como elas seriam se fossem desse jeito, ou daquele jeito, ou talvez de uma maneira mais ou menos assim. A imaginação prega muitas peças. Isso era algo que ele já havia aprendido com a vida. E mesmo assim, ele ainda se deixava levar por algo tão simples e poderoso como a imaginação.
Eles se corresponderam por um tempo. Com a tecnologia dos dias de hoje, onde ontem já é muito tarde para uma resposta, eles conversaram, riram, seduziram... Seduziram?
Ele se sentia estupido. Não por acreditar no amor, porque se existe algo em que ele acredita de maneira irrevogável, é no amor. Mas a estupidez provinha de uma carência maior.
Mas ele seguiu. Ele acreditou, novamente, em coisas que sua imaginação decretava. Deixar que a imaginação fale por si só, sem uma intervenção da racionalidade, é um ato de coragem. Mas a bravura para tamanha loucura sensata, pode se dissipar com uma pequena dose de realidade. E assim, novamente, aconteceu. O segundo tombo fora muito maior do que o primeiro. Ele quis chorar, mas suas lágrimas já haviam secado desde a primeira vez. Ele quis gritar, mas os gritos eram sufocados pelas convenções de loucura da sociedade. Ele quis ir embora, mas a geografia é uma linha tênue entre coração e realidade. Ele quis escrever, e assim ele escreveu, disse adeus, até logo, quem sabe um dia, Tchau!
Nenhum comentário:
Postar um comentário